A matéria prima do futuro
31/01/2011 at 18:17 Natasha Canuto Deixe um comentário
Em seu discurso de posse como novo presidente da FINEP, o sociólogo Glauco Arbix confirmou intenção de transformar a agência em um “banco da inovação”, que funcionará como uma instituição financeira de tipo especial, incorporando padrões distintos dos bancos tradicionais de análise de risco e de operação de fomento à inovação. A ideia por trás disso é consolidar a FINEP como o principal agente da inovação tecnológica no país.
Neste sentido, o processo de sua capitalização deve continuar, uma vez que as reservas atuais da FINEP não conseguirão atender à demanda já identificada. Nos próximos quatro anos a FINEP terá de duplicar sua capacidade de crédito para triplicar o número de empresas que apóia.
Para Arbix o “Brasil precisa de um choque de inovação” em todas as esferas e dimensões da sociedade para enfrentar a competição baseada em novos conhecimentos e tecnologia dos países avançados e melhorar sua posição entre países emergentes como China e Índia: “Não se trata apenas de uma escolha, mas de necessidade. Isso porque a inovação, especialmente a inovação tecnológica, é chave para o desenvolvimento econômico e social”, assevera o sociólogo.
Neste futuro cenário, a FINEP – atuando praticamente em todas as fases do processo inovador, da pesquisa ao crédito e em parceria com o BNDES e outras instituições – assumirá um papel chave, pois tem como alvo a atuação nas áreas tecnológicas.
Segundo Arbix a agência irá aprofundar seu foco nas empresas, no apoio aos centros de pesquisa e universidades, no aperfeiçoamento da infraestrutura de pesquisa como parte do esforço da melhora na qualidade dos investimentos em inovação.
Arbix ressalta ainda que a inovação não acontece por um passe de mágica ou inserida em um contexto inocente de genealidade individual e mistério. Para ele, ela é antes de um tudo o fruto de um trabalho árduo e persistente, cercado pelo risco e sacrifício. Neste sentido, a FINEP tem a difícil missão de incentivar, apoiar, avaliar e financiar os processos de inovação, aperfeiçoando suas relações com as empresas, centros de pesquisa e organizações sociais de modo a potencializar os processos de inovação. Enfim, a “inovação foi e será a matéria prima da FINEP”.
Por Fabrício Menardi
Entry filed under: Open innovation. Tags: FINEP, inovação, Políticas públicas.


Enviar trackback para este post | Subscribe to the comments via RSS Feed